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Delator aponta esquema de venda de sentenças em decisão que beneficiou ex-prefeito acusado de grilagem de terra

A Bom Jesus teria financiado o esquema, diz delator O advogado Júlio Cesar Cavalcanti apontou, durante delação premiada ao Ministério Público da Bahia em investigações realizadas pela Operação Faroeste, que...

A Bom Jesus teria financiado o esquema, diz delator

O advogado Júlio Cesar Cavalcanti apontou, durante delação premiada ao Ministério Público da Bahia em investigações realizadas pela Operação Faroeste, que a decisão que beneficiou um ex-prefeito de Formosa do Rio Preto (BA), Domingos Bispo, foi paga pela Bom Jesus Agropecuária. De acordo com ele, a determinação que dava a Bispo a posse de um terreno de mais de 300 mil hectares de terras no oeste baiano foi parte da corrupção feita pela empresa em esquemas de grilagens de terra.

A decisão que beneficiava o ex-prefeito foi dada pela desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia Sandra Inês Rusciolelli, presa desde o último dia 24 de março sob suspeita de ter recebido propina em troca de decisões judiciais. Nesta semana, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma denúncia por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro contra a magistrada.

A decisão proferida por Rusciolelli diz respeito a um mandado de segurança que buscava a anulação da portaria 105/2015 do Tribunal de Justiça da Bahia. Essa portaria em questão assegurava a reintegração de posse do terreno ao empresário José Valter Dias, que conseguiu por meio herdeiros o direito da terra ainda na década de 1980.

Na última fase da operação, deflagrada junto a prisão da desembargadora, também foi alvo das buscas de agendas da Polícia Federal o produtor Nelson José Vigolo, representante da Bom Jesus. Segundo as investigações, ele teria sido o responsável pelo pagamento da propina de R$ 250 mil identificada ao longo das ações.

Bispo já foi investigado pela Polícia Federal por suposta prática de grilagem de terras, na década de 1980. Investigações apontaram a atuação de Domingos Bispo, Okamoto e Nelson Vigolo do grupo Bom Jesus, como integrante da falsidade de documentos na grilagem de terras em Barreiras, Santa Rita de Cássia e Formosa do Rio Preto, municípios do oeste da Bahia. Segundo reportagens publicadas à época, ele foi acusado de contratar pistoleiros para realizar a invasão e expulsão dos proprietários.

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