Cinema

Crítica do filme “As Panteras”: empoderado porém trivial

Se apoiando na premissa girl power, "As panteras" entrega cenas de ação de sempre

Filme estreia no Brasil nesta quinta-feira (14.nov)

Por Patrícia Nadir

A cena inicial mostra aos espectadores a missão do novo “As Panteras“: heroínas bad ass que não precisam de ajuda masculina para salvar o dia. A versão de 2019 do universo da Agência Townsend estreia no Brasil nesta quinta-feira (14.nov).

“As Panteras”, uma equipe de mulheres detetives sexy que trabalham para Charles Townsend, surgiram em 1976, com uma série de TV. Em 2000, ganharam seu primeiro filme, estrelado por Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu. Então, três anos depois, “As Panteras: Detonando” chegou aos cinemas. 

Agora, quem dirige e roteiriza o novo filme é uma mulher, a atriz Elizabeth Banks, que no longa também dá vida a um “Bosley”, espécie de agente comandante. Durante 1h 58m, o longa flerta com o feminismo e se propõe a ir na contramão de alguns padrões da indústria hollywoodiana.   

O trunfo da vez está no elenco. Kristen Stewart é Sabina Wilson, a detetive que é o alívio cômico do filme, Ella Balinska é Jane Kano, uma ex-agente do MI6 descobrindo sobre os benefícios de contar com uma parceira, e Naomi Scott é a novata Elena Houghlin, que dá o ponta pé na trama por trabalhar numa empresa de tecnologia que acaba desenvolvendo uma ferramenta perigosa. A química do trio funciona e é uma boa surpresa. 

Por outro lado, o roteiro é típico das histórias de espionagem e tão velho quanto a subjugada representação feminina nas telonas. Elizabeth Banks entregou uma trama água com açúcar que vai acabar se misturando ao limbo dos filmes de ação de hollywood. O pecado maior está nas coreografias dos embates corpo a corpo, que não convencem o espectador mais atento.  

O filme é recheado com referências e easter eggs à franquia. A título de curiosidade, as terras tupiniquim marcam presença na música de abertura “Pantera” cantada por Anitta e feita exclusivamente para a trilha sonora. 

Em um mundo em que, na enorme maioria dos filmes, atrizes têm muito menos falas, mais chances de ficarem nuas em cena e menos papéis de protagonismo ou posições de comando, “As Panteras” se apresenta como um respiro divertido, porém esquecível.

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