Teatro

“Quilombo da Liberdade – Origens” circula por quilombos

A caravana do Grupo Cultural e Social Grito da Liberdade inicia circulação em quilombos do Brasil levando o espetáculo “Quilombo da liberdade, origens” e oficinas de capoeira para os estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A montagem aborda aspectos da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. O intuito é que, a partir do espetáculo, haja uma reflexão sobre a condição do negro na época da colonização e a de hoje, e o papel desse povo na formação da identidade brasileira.

Serão três quilombos contemplados pelo projeto. A primeira delas aconteceu na Comunidade Quilombola Kalunga, de Cavalcante – GO que recebeu a caravana nos dias 16, 17 e 20/01. Seguem agora para a Comunidade Quilombola Tia Eva, em Campo Grande – MS, nos dias 4, 5 e 6/2. E por fim, desembarcam no Mato Grosso onde se apresentam no Museu da Imagem e Som de Cuiabá, no dia 9/02, e depois na Comunidade Quilombola de Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento – MT, no dia 10/02. 

HISTORICO


Na primeira temporada, “Quilombo da liberdade, raízes” percorreu duas cidades do DF, Gama e Ceilândia, onde foi apresentado em nove escolas e assistido por mais de oito mil alunos espectadores do espetáculo que carrega Zumbi dos Palmares, Mestre Pastinha e Mestre Bimba entre outros heróis negros como personagens da história do Brasil. O projeto também já foi apresentado nos estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco, onde foi visto por mais de 10 mil pessoas.

O espetáculo leva ao público mitos e ritos dos afrodescendentes numa mescla de capoeira regional e angola e das danças de puxada rede, dança do bastão e maculelê, em que os negros são protagonistas.

A peça é também uma reverência a mitologias africanas, explorando as técnicas de manipulação corporal, com uma linguagem artística de figurinos que resgatam a ancestralidade e coreografias que desafiam o limite do corpo humano, um encontro de corpo e alma. As danças são embaladas ao som de berimbaus, agogôs, atabaques, pandeiros e reco-reco, e trazem histórias reais e fictícias transmitidas pela cultural oral de raiz africana numa surpreendente cena.

O projeto tem como idealizador o Mestre Cobra, líder do grupo de capoeira Grito de Liberdade. “O objetivo, além de perpetuar a cultura africana e a formação cultural brasileira, é descentraliza a produção e apresentação de movimentos artísticos em Brasília, passando por diversos pontos do Distrito Federal”, diz o capoeirista em defesa de suas tradições.

Saiba Mais

Grito de Liberdade

Desde 1980, na Candangolândia, o grupo do Mestre Cobra, trabalha a capoeira perpetuando a história das culturas de matriz africana. Nessa época, a capoeira era marginalizada, sendo praticada às escondidas, no mato. De 80 a 90, Cobra treina com Mestre Rizomar. Em 1990, vai para Asa Norte estudar com Grupo Taboza de Mestre Fred. Cinco anos depois, segue para o Sol Nascente, com Mestre Romeu. Em 1994, começa a desenvolver seu trabalho no Riacho Fundo. Forma-se, então, o grupo de capoeira Grito de Liberdade.

Programação das próximas apresentações


Mato Grosso do Sul
4, 5 e 6/2 – 17h
Local: Comunidade Quilombola Tia Eva
Campo Grande – MS

Mato Grosso

9/2 – 17h

Museu da Imagem e Som de Cuiabá (MT)

10/2 – 17h, Comunidade Quilombola de Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento – MT

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