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Especialistas comentam fatores de risco para o câncer de mama

O mês de outubro simboliza a luta contra o câncer de mama, tipo mais frequente nas mulheres (com exceção aos tumores de pele não melanoma), de acordo com o Instituto Nacional de Câncer, o Inca. Conforme a entidade, até o final deste ano 66.280 brasileiras serão diagnosticadas com a doença. Os números são alarmantes e mostram a necessidade de falar sobre o assunto.

Você sabe quais os são os fatores de risco para a doença? E qual o exame que pode detectá-la? Ana Carolina Salles, oncologista clínica do Grupo Oncoclínicas, explica que o câncer de mama é multifatorial. “A mulher é exposta ao estradiol, hormônio feminino produzido por ela ao longo da vida e que é sim um fator que aumenta o risco de câncer de mama. Ele aumenta o nosso risco, com o passar dos anos e, por isso, vemos o aumento da incidência do câncer de mama, quando a mulher se aproxima dos 50 anos”, relata. “Mas existem também os fatores exógenos (agressores) que nós podemos agregar e aumentar as chances de ter o câncer, como sobrepeso, obesidade, o sedentarismo, a falta de atividade física, o consumo excessivo de álcool e o tabagismo”, complementa.

Ela ressalta que para prevenir a doença, além de manter hábitos saudáveis, é fundamental fazer o exame de mamografia periodicamente, recomendado pela Sociedade Brasileira de Mastologia a partir dos 40 anos. “Se a mulher faz o exame regularmente, a chance de um diagnóstico precoce e cura são muito maiores”, destaca.

Mas como ela é feita? Marina Lima, mastologista do Hospital Anchieta de Brasília, explica. Segundo a médica o exame é realizado em um aparelho de raio-x apropriado, o mamógrafo. “A mama é posicionada e comprimida no equipamento em duas incidências: crânio-caudal e médio-lateral”, pontua. Por meio do procedimento, acrescenta Dra Marina, é possível diagnosticar lesões precursoras de câncer de mama e lesões cancerígenas (o câncer de mama propriamente dito).

30 anos de Outubro Rosa
Em 2020, a campanha de prevenção contra o câncer de mama completa 30 anos. Na opinião da oncologista Ana Carolina Salles, o movimento “tem um papel fantástico de conscientização da população e de alerta para as mulheres se cuidarem e realizarem o exame de rastreio”. A mastologista Marina Lima concorda: “É um mês de conscientização para que as mulheres possam se cuidar, realizar o autoexame, ir ao especialista e fazer os exames preventivos, como a mamografia”, conclui.

Atividade física como forma de combate ao câncer
A prática de exercícios, além de proporcionar inúmeros benefícios ao corpo, é um fator importante no combate ao câncer de mama. Thaiany Maciel, personal trainer da Evolve Gymbox, comenta que a quimioterapia costuma provocar mal estar, cansaço e diminuição da força e, por isso, a atividade física pode ser uma aliada importante nesse processo.

“Exercícios físicos reduzem a fadiga, melhoram a aptidão e aumentam a força muscular”, explica. “Além disso, podem atenuar o tumor por meio de vários mecanismos, tais como a melhora da imunidade, vascularização e perfusão sanguínea”, complementa.

A especialista destaca que, conforme estudo publicado por Pedersen e Saltin em 2015, pacientes com câncer se beneficiam com a junção de atividades aeróbicas com intensidade moderada e alta, combinadas com treinamento resistido. “O foco dos exercícios nesses casos deve ser a melhora das capacidades físicas e manutenção da funcionalidade”, afirma Maciel.

“Vamos aproveitar o poder que a atividade física tem de transformar as nossas vidas!”, aconselha a personal trainer. Ela ressalta que essa prática deve ser individualizada e supervisionada por um profissional devidamente capacitado.

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