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Especialista dá dicas para curtir o carnaval com segurança

A alegria é uma marca registrada do Carnaval. As pessoas se divertem, extravasam e brincam irreverentemente em festas, blocos, trios e desfiles. Porém, a data também é sempre marcada pelo registro de ocorrências policiais aqui no DF. No ano passado, houve 1.481 registros criminais graves. Uma média de 296 crimes por dia, de sexta a terça, entre homicídios, lesões corporais, vandalismo, furtos e assaltos. Um ato de violência a cada cinco minutos.

Para brincar 2019 com segurança, o especialista Leonardo Sant’Anna, que conta 30 anos de serviço à Polícia Militar e consultoria a organismos internacionais, o primeiro passo é tomar medidas de autoproteção. “No Brasil, temos a cultura de delegar a nossa proteção, porém tudo precisa partir de nós mesmos”, destaca.

De acordo com Sant’Anna, o primeiro cuidado está na preparação de como você vai. Todo mundo que vai festejar o carnaval costuma levar o celular, carteira e outros pertences que podem ser alvo de roubos e furtos. A primeira dica é até um tanto óbvia, que é não deixar a vista, mas que sempre acontece. “Esses itens não devem ser levados nos bolsos ou em bolsas que sejam facilmente puxadas. Dependendo da habilidade do ladrão, nem se percebe. Pochetes podem ser boas companhias, pois ficam juntas ao corpo e sempre no campo de visão”, explica o especialista.

Outro ponto importante é a companhia. “Esteja sempre acompanhado, mas escolha suas companhias. No carnaval, as pessoas gostam de beber, mas se perceber que o amigo está se excedendo, melhor parar por ali. Pessoas podem ficar mais agressivas e envolver-se em brigas por motivos torpes. Se for provocado ou observar que alguém está se alterando com os presentes, chame a segurança ou as autoridades policiais. Neste momento, evite o confronto, já que uma pessoa que está fora de controle pode cometer um ato violento sem motivação”, explica.

E por falar em bebida, o consultor alerta tomar sempre cuidado com o seu próprio copo. Não deixe-o sozinho, mesmo que com pessoas conhecidas. “O velho golpe do ‘Boa Noite, Cinderela’ pode vir de quem menos espera”, alertando ainda que este é um crime muito cometido contra mulheres que se tornam vítimas de abusos sexuais. Com este tipo de crime, Sant’Anna lembra que nunca é a roupa ou as curvas do corpo que o provocam, por isso o cuidado é sempre observar com quem você está. “A importunação sexual acontece o tempo todo no carnaval, muitas vezes ficando impunes. As pessoas simplesmente deixam para lá. A mulher que está sendo assediada por uma pessoa insistente pode procurar por ajuda, mas a sociedade – homens e mulheres – devem estar atentos quando isto está acontecendo ao seu lado. A mulher, coagida, pode não conseguir pedir socorro, mas quem está observando pode ajudar observando bem o abusador, suas características físicas e vestimentas, e chamar por ajuda”.

Para aqueles que vão viajar, façam um estudo não apenas dos pontos turísticos e do que querem desfrutar, mas também quais são as áreas de risco daquela cidade. “Criminosos identificam turistas, que se tornam vítimas fáceis justamente pelo desconhecimento do ‘terreno’. Tenha sempre um roteiro traçado para onde vai e como vai voltar”, destaca.

Escolha bem os eventos

Os blocos de carnaval devem se preocupar com a segurança do folião. É muito comum eventos serem realizados sem um planejamento estratégico e contando apenas com a força policial. “Se um evento é particular e tem pessoas responsáveis por ele, elas são obrigadas e pensar na segurança do público. Isso pode representar a contratação de profissionais particulares e preparados para prevenir e conter atritos”, destaca Sant’Anna.

Com as crianças

Outro tipo de incidente muito comum nestas épocas do ano é o desaparecimento de crianças. Pais ou responsáveis que vão com os pequenos para grandes aglomerações precisam manter os olhos neles. Um segundo de distração é tempo suficiente para que ele vá para outro lugar ou que venha um desconhecido e o leve. “Antes de ir, eduque a criança para que não fale ou siga desconhecidos. Ensine-a a dizer seu nome, dos pais, onde mora para os policiais caso se perca. Ensine-os a identificar as autoridades para que, neles, possam confiar. Coloque nela um crachá ou pulseira com seu nome completo e um telefone para contato, caso alguém encontre”, explica o especialista.

Para Sant’Anna, os pais devem selecionar bem para quais blocos levarão os pequenos, dando sempre preferência ou mesmo se restringindo aos eventos exclusivamente infantis. Em grandes aglomerações, ele lembra que há riscos de arrastões, contato com estranhos, violência e até mesmo drogas.

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