Teatro

Divulgada a programação do Festival Nacional de Teatro de Bolso

Após dois anos de pausa, está de volta ao DF o FNTB – Festival Nacional de Teatro de Bolso. Uma mostra competitiva de teatro realizada na Região Administrativa do Recanto das Emas, com espetáculos produzidos para teatros de pequeno porte e espetáculos de rua do Distrito Federal e de diversos estados do Brasil.

Realizado anteriormente em 2018 e 2019, o projeto foi muito bem recebido pela comunidade artística do DF e pelo público. Mais de 20 peças locais e nacionais passaram pela programação, que atendeu a diferentes públicos, inclusive estudantes de escolas públicas por meio de parceria firmada entre a produção e as regionais de ensino.

Agora, após dois anos de hiato, o festival retorna com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal – o FAC – e promete recomeçar com força total a produção de sessões gratuitas de espetáculos de qualidade para o público do Recanto das Emas/DF. O FNTB é destinado a espetáculos teatrais de médio e pequeno porte, aberto à participação de grupos e/ou companhias de teatro de todo território nacional. Além dos oito espetáculos selecionados, a programação do FNTB contará com oficinas artísticas, rodas de conversas com os grupos após as sessões das peças. Tudo isso para que os participantes conheçam as diferentes linhas de produções de obras distintas, abrindo diálogo aberto sobre concepções estéticas e conceituais presentes nas obras selecionadas.

Apesar do grande número de trabalhadores da cultura como produtores, artistas, entes e agentes culturais, a macrorregião que abraça a cidade do Recanto das Emas não conta com equipamentos culturais como cinemas, teatros ou mesmo locais destinados a grandes eventos. No intuito de dar vazão a esta demanda, foi criado em 2011 o Teatro H2O: um teatro de bolso com capacidade máxima para 100 pessoas. Em pouco mais de 10 anos de existência já passaram por seu palco produções de teatro e shows de diversas regiões do DF, como a Mostra Recanto de Arte e Cultura, a Semana da Poesia, o Sarau do Bacurau e outros, sempre fortalecendo a diversidade cultural existente no DF e entorno. O sucesso alcançado pelo FNTB – Festival Nacional de Teatro de Bolso reafirma o quanto as regiões administrativas estão organizadas e expõem a riqueza da sua produção cultural, de modo a captar as atenções de todo o Distrito Federal e colaborar com a descentralização do acesso aos bens culturais locais e nacionais.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DE 2022:

12/06 (DOMINGO)

Hoje tem espetáculo? Tem sim, sinhô! (GO)

09h – Apresentação Especial no Assentamento Dandara

16h – Apresentação Especial no Assentamento 10 de Julho

14/06 (TERÇA)

15h – Fadinha (AL)

“Fadinha”, da Cia Hiperativa, conta as incríveis missões de uma FADA atrapalhada e seu fiel ajudante DUENDINHO, que a todo tempo a faz lembrar que ela precisa atender aos pedidos dos personagens de diversos contos que ela passou e ainda passará. Com belas canções infantis e com histórias lúdicas, trata de assuntos relacionados à moral, dengue, reciclagem, bullying, higiene bucal, ética e amor ao próximo.

Texto: Lucas Darlan
Elenco: Rid Texeira, Lucas Darlan
Direção: Lucas Darlan
Iluminação: Sophia Molive
Cenografia: Cia Hiperativa e Alex Cerqueira
Figurino: Alex Cerqueira
Sonoplastia: Lucas Darlan e Rid Texeira
Maquiagem: Alex Cerqueira

Classificação: Livre

20h – SertãoHamlet (GO)

“sertãohamlet” é o resultado de uma longa vivência e extensa pesquisa no sertão do Cariri-CE. Tendo como ponto de partida o personagem clássico “Hamlet” de Shakespeare e o mito de “Lampião”, o Virgulino Ferreira da Silva. Um personagem fictício e o outro real, mitos, em comum a vingança, ambos tiveram o pai assassinado. A peça traz ainda pessoas do dia a dia, como Edilânia moça simples que sonha com o amor perfeito e denuncia a violência contra mulher, fato grave e recorrente na região do Cariri-CE; a Beata Luiza símbolo da religiosidade do sertão, Juvêncio o repentista.

Texto, Atuação e Direção: Guido Campos

Classificação: 16

15/06 (QUARTA)

15h – Cachiá (BA)

“Cachiá”, mulher, negra, cega e artista de rua. Há anos passa os dias nos mesmo ponto sobre a plataforma superior, com sua latinha, os transeuntes jogam moedas dentro quando ela toca sua gaitinha desafinada. Ela não tem lembranças do seu passado, nem sabe porque o seu nome é Cachiá… Tentou mudar de nome, tentou se chamar Norma Lilia, por parecer nome de artista… e como tocava gaita, se considerava uma verdadeira artista.

Texto: Marcio Rodrigues
Elenco:
Atuação, Sonoplastia, Figurino e Maquiagem: Klessia Rillen
Direção: Ruth Guimarães
Iluminação: Sergio Viana
Cenografia: Ruth Guimarães e Moura Brito
Classificação: 14

20h – Desassossego (AM)

Na obra, três personagens isolados em seus apartamentos compartilham um recorte do seu cotidiano de confinamento, apresentando suas múltiplas subjetividades em novas situações corriqueiras vinculadas ao distanciamento social.

Texto: Raiana Prestes e Nicolas Queiroz
Elenco: Raiana Prestes, Sam Kelwen e Akiles Anderson
Direção: Felipe Maya Jatobá
Iluminação: Akiles Anderson
Cenografia: Felipe Maya Jatobá
Figurino: Felipe Maya Jatobá
Sonoplastia: DJ Nathalie Rothen
Maquiagem: Felipe Maya Jatobá

Classificação: 18

16/06 (QUINTA)

15h – WC, a paisagem vista da latrina (DF)

Na trama, Wagner Cardoso – o WC (interpretado por Fernando Oliveira) pertence a um clã familiar de políticos e está tenso por ter perdido a mochila… no banheiro da Câmara dos Deputados. WC tem um encontro com Ubiratã Lima (Marcelo Pelúcio). É dele a frase que sintetiza o conflito que se desenrola em meio a papéis higiênicos, vaso sanitário e mochila perdida: “estou aqui para limpar as merdas que vocês fazem”.

Texto: Alexandre Ribondi
Elenco:
Marcelo Pelucio, Fernando Oliveira,
Direção: Alexadre Ribondi
Iluminação: Rui Miranda
Cenografia e Figurino: Casa dos Quatro

Classificação: 14

20h – Enluarada (DF)

O espetáculo “Enluarada” é uma experiência artística, gastronômica e sensorial. A atriz Caísa Tibúrcio conta uma história de amor e morte ambientada no interior campestre de Minas Gerais, enquanto cozinha e serve uma galinhada. Ainda com muita música tocada e cantada no acordeom, o espetáculo narra uma mistura de histórias inventadas e histórias lembradas a partir de materiais recolhidos em entrevistas e vivências no interior de Minas Gerais. Por meio do contato com a memória afetiva da plateia e da atriz, o espetáculo traz à tona os mitos e ritos que envolvem histórias tradicionais e percorrem o mundo invisível, revelando o universo fantástico e ficcional do interior brasileiro.

Texto, Maquiagem  e Atuação: Caísa Tibúrcio
Caísa Tiburcio
Direção: Denis Camargo
Iluminação: Ana Quintas
Cenografia e Figurino: Roustang Carrilho
Sonoplastia: Fernando Cesar

Classificação: 14

17/06 (SEXTA)

15h – Cidade sem Palavras (DF)

“Cidade sem Palavras”, da Trupe Trabalhe essa Ideia”/ DF. No intuito de construir um mundo ideal, a prefeita de Babili indica a função de seus cidadãos desde o dia de seus nascimentos. Ao nascer, cada novo integrante é presenteado com apenas cinco palavras, de acordo com seu ofício. Ao longo da vida, novas palavras são conquistadas, mas com vocabulários limitados, pessoas de diferentes funções não se entendem. O menino “B”, ao nascer, deixa a prefeita sem palavras. Ela então o presenteia com palavras aleatórias e, sem conseguir uma função para ele, isola o menino da sociedade. Ao crescer nas ruas, “B” tem o carinho como principal estratégia de comunicação.

Texto: Gabriel Neves
Elenco: Felipe Vasques, Fernanda Vasques, Paula Hesketh, Isabela Bianor, Victor Meira
Direção: Gabriel Neves
Iluminação: Marcelo Augusto Santana
Cenografia: Pedro Bezerra
Figurino: Pedro Bezerra
Sonoplastia: Kalliu Brasil e José de Abreu
Maquiagem: Pedro Bezerra

Classificação: Livre

20h – Olho por Olho (RJ)

O espetáculo “Olho por Olho”, do Rio de Janeiro, apresenta uma distopia que desvela o mal como cultura, para entender a visão de justiça. Na história, após a morte do filho, um pai fica estarrecido ao descobrir quem foi o assassino da criança. Cria-se, então, um diálogo no qual a sede da justiça começa a dar lugar ao reconhecimento de uma realidade cruel.

Texto e Atuação: Rohan Baruck
Direção: Rogerio Fanju
Iluminação: Leysa Vidal
Cenografia: Carla Costa
Figurino: Cátia Vianna
Sonoplastia: Daniel Carneiro
Maquiagem: Tainá Lasmar
Classificação: 12

18/06 (SÁBADO)

20h Velhice Ponto G (DF)

“Caramba! Quem é essa pessoa? Que imagem é essa? Eu não tô me reconhecendo aí”. A crise de Ruth Guimarães ao se ver nua no espelho no auge dos seus 65 anos de idade foi a inspiração para a criação da peça teatral Velhice Ponto G. Na apresentação, ela ensina que é preciso calma porque tudo passa e diz que a velhice é o tempo de se encontrar com a sabedoria.

Classificação: 18

Atualizações Diárias sobre o FNTB nas redes sociais: @fntbdf  e  @ciateatralh2o

Equipe:

Diretor de Produção: Albergue Lima/ Coordenador Geral: Kacus Martins/ Coordenadora de Avaliação: Eloísa Cunha/ Curadores: Paulo Russo e Eloísa Cunha/ Jurados: Lucas Sancho, Marcela Hollanda e Túllio Guimarães/ Gestão Administrativa: C1 Arte e Entretenimento/ Assistente Administrativa: Paula Jacobson/ Assistentes de Produção: Miqueias Paz, Suene Karim, Maya Rocha, Marcia Costa e Roumier Castro/ Oficina de Teatro: Miqueias Paz/ Oficina de Maquiagem: Leandro Rocom/ Fotos e Sonorização: Abder Paz/ Filmagem: Ronia Santos/ Assessoria de Imprensa, Redes Sociais e Identidade Visual: Josuel Junior/ Cenotécnica: Tauana Barros/ Secretário de Produção: Vagner Lopes

*Este projeto conta com recursos do FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal

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