Cinema

Crítica do filme ‘Ford vs Ferrari’ ; sem spoilers

Ford vs Ferrari: Crítica sem Spoilers

Após uma tentativa frustrada de compra da Ferrari pela gigante Ford Motor Company, o CEO Henry Ford II (muito bem interpretado por Tracy Lets) desafia o ex-piloto e agora desenvolvedor de carros esportivos, Carroll Shelby, a projetar um novo superesportivo em tempo recorde para vencer a Ferrari, em seus domínios, na mais tradicional corrida de longa duração do mundo. Sob a direção de James Mangold (Logan), a premissa do filme é simples, mas a história contada aqui é uma das mais incríveis da história do automobilismo mundial, uma daquelas em que um desafio supostamente insuperável é posto a frente da determinação de uma equipe. E eu, enquanto fã do esporte automotor, tinha uma dúvida antes de assistir esse filme: “Será que essa história irá cativar o público médio, que não tem o costume de acompanhar automobilismo em seu cotidiano?”. Bem, neste caso, a resposta é SIM, pois uma história bem contada, independentemente de seu tema, é sempre uma história bem contada e isso desperta a atenção das pessoas.

É exatamente isso o que esse filme proporciona, mais do que apenas os bastidores dessa guerra travada entre montadoras, ou apenas ação escapista, existe aqui um mescla entre esses elementos e um drama interessante, envolvendo principalmente os dois personagens em maior evidência no filme, o ex-piloto, único americano vencedor das 24h de Le Mans até então, Carroll Shelby e Ken Miles, ambos brilhantemente interpretados respectivamente por Matt Damon e Christian Bale, sendo Ken o piloto escolhido por Shelby para ajudá-lo no desenvolvimento do lendário Ford GT 40, um dos carros mais incríveis de toda a história, vencedor da principal corrida de endurance do mundo de 1966 a 1969.

É possível observar no filme que o maior problema a ser superado pela dupla pode não ser a Scuderia Ferrari, mas sim toda a politicagem e o jogo de egos inflados que rodeiam os personagens secundários, convencer o homem forte da Ford a apostar num piloto sem traquejo social, de personalidade forte que saía muito do padrão de consumidor que a marca desejava atingir e ainda suplantar as tentativas de sabotagem dentro da própria equipe. Paralelo a isso, a convivência de Ken Miles com sua esposa e filho (vividos pela bela Caitriona Balfe e por Noah Jupe), seus problemas financeiros e seu amor pela pilotagem e de desenvolvimento de carros ficam bastante evidentes e são tratados com sutileza pelo roteiro, não livres de alguns clichês recorrentes volta e meia ao gênero, mas que tem apelo emocional suficiente para envolver o público.

Em resumo, o filme tecnicamente é muito bonito, bem montado, com uma trilha sonora empolgante e conta com excelentes interpretações. Você torce e se importa com os personagens, há um senso de urgência evidente nessa luta contra o relógio para fazer história. Acredito que muita gente vai ficar grudada na poltrona do cinema até a bandeirada final. Nota 8,8.

Crítica por: Wállison Lemos

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